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"As vezes falta rumo e sobra perna, o jeito é andar".

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado 
Tantas retaliações, tanto perigo 
Eis que ressurge noutro o velho amigo 
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado 
Com olhos que contêm o olhar antigo 
Sempre comigo um pouco atribulado 
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano 
Sabendo se mover e comover 
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica.~

Vinicius de Moraes

Tenho amigas (os) de todas as idades, normais, e loucos, poucos e verdadeiros.
Amos vocês!

2 comentários:

literaturaemcontagotas disse...

Perfeito!

Cynthia Lopes disse...

Amei querida, só Vinicius para em um soneto definir sentimentos!
bjs