"As vezes falta rumo e sobra perna, o jeito é andar".

domingo, 1 de março de 2015



Que nada , nem ninguém me detenha,
que eu não perca a vontade de continuar,
mesmo quando aquela apatia, tentar me derrubar,
Que esta inquietação seja passageira, somente  transição para o novo  ciclo,
que este nó apertando o meu peito, se desfaça ...

 Deus, em sua infinita bondade, permita que os meus olhos foque nos sinais 
que eu saiba decifrar a mensagem, o fato, a cada vez que minha intuição acenar algo,
Deus, insisto... clareia a  minha mente,
que eu enxergue/perceba e entenda  toda vez que a minha  intuição sinalizar...
Me faça atenta... que eu faça o melhor com este  dom...
que venha o melhor de novo... e sempre!
Me proteja de todos os males, me guarde, me abençoe  Amém!

Que venha o novo!

Escutai minha prece...

* Sô *
^ _ ^



domingo, 22 de fevereiro de 2015





Tenho a impressão que o tempo é um tanto partidário, os dias bons passam tão rápido, as horas apressadas correm acelerando a alegria. Já nos dias ruins, as horas são mais lentas, as lições mais demoradas. 
Eu não posso dizer que me acostumei com os dias ruins, no máximo os aceito, sem jamais deixar de investir em tentativas esperançosas, para que eles ocorram com menor frequência. E mesmo aceitando, muitas vezes, nesses momentos que o caminho parece cinza, o choro fala por mim. Não acho vergonha nenhuma, vez ou outra, deixar o choro tomar minha voz. Chorar lava a alma, e é uma linguagem que se quer precisa de coesão de ideias. A gente chora e ponto. As lágrimas dispensam eloquência, só rasgam os sentimentos e estes, perdidos e intensos, transbordam na face. É um jeito do Universo provar, sem dúvidas, no nosso próprio corpo, quanta humanidade cabe dentro de nós. Ninguém é uma fortaleza concreta: somos feitos de sentimentos, amores, dores, desejos, algumas utopias, saudades, risos, sofrimentos, lágrimas, carne, escolhas e ideias. Ninguém é forte o tempo todo. Eu não sou.
Dias bons: que eles não me passem apressadamente despercebidos. Dias ruis: não me permitir esquecer que eles também terminam...
Em frente e enfrente!
Janaina Cavallin

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Que venha o novo...





Por todas as histórias findas, antes de ser tornarem lindas, gratidão. Por tudo o que foi desfeito, pela falta de calor e jeito, gratidão. Por não ter o que eu queria, estar próximos apenas pela geografia, gratidão. Por ter dado certo por pouco tempo, contrariando a vontade do momento, gratidão. Por todo o amor genérico e sentimentos falsificados, gratidão. Por tanto ter sido tão pouco, apenas cinzas e o potencial do fogo, gratidão. Por todo afeto inútil, e lixo emocional, gratidão. Pelas histórias tão breves, predispostas a causar feridas, gratidão. Por todos os parcos amores não terem ficado em minha vida, gratidão. 
Pois meu coração estava livre e vazio pra você chegar doce e macio se instalando em cada vão.
Gratidão.

Marla de Queiroz

domingo, 7 de dezembro de 2014





Por favor, não me fales do teu passado. Não quero saber quem foste ou aquilo que fizeste. Não desejo saber com quem dormiste ou amaste. Não preciso saber quem te fez sofrer ou desrespeitou. Por favor, não me fales dos teus erros ou de quem quase morreu pelo teu amor. Não quero saber quais as palavras que não disseste por medo, nem tão-pouco as que pronunciaste por raiva. Não necessito que me digas ou fales dos presentes que te deram ou daquelas que te fazem lembrar lugares ou pessoas. Na verdade, não quero saber nada de ti, mas apenas conhecer-te comigo. 
Na verdade, desejo simplesmente que me contes o que significa tudo para ti, mas sem me dizeres a razão de nada. Por favor, não tragas quem foste, mas apenas quem és. Quero que te cries, libertes, ames, rias, exponhas e sejas comigo quem há muito desejas tanto ser, porque só assim vou conseguir falar-te também eu de quem estou a ser e não de quem fui ou daquilo que fiz.
- José Micard Teixeira

domingo, 23 de novembro de 2014






Nunca fui da tribo das quietas, das ponderadas. Sou intensa demais para ser amena. Tenho uma sede de vida que me faz sentir tudo por todos os poros, exageradamente, imersa inteira em todas as paixões. Nasci com a alma agitada, faminta, indiscreta. Uma inquietude que as vezes desconcerta quem cruza meu caminho. Mas apesar das minhas tempestades, no fundo da alma, há uma ternura quase infantil, uma inocência teimosa que persiste em existir, uma ingenuidade de acreditar no bem, de me jogar na vida com a fé de que ela será boa, uma calmaria no caos, uma espaço para florir esperança...
Janaina Cavallin

sexta-feira, 31 de outubro de 2014


Se tiveres a segunda chance, agarre-a com as duas mãos...
Toque-se, um gesto de amor a você!

quinta-feira, 30 de outubro de 2014







E aí a menina que costuma espalhar as palavras, nem é mais tão menina... Ficando cada vez mais madura, sofrida e lapidada, cansou de personagens de boa vizinhança. Cansou. Quem gosta dela de verdade, a respeita e ama assim como é. Dias de doçura, gratidão e tudo de bom, mas também dias de revolta, cansaço, esgotamento. Tem dias que é tudo tão verdade que dói. Tem dias que é tudo tão lindo que extravasa. Tem dias que é tudo tão perfeito que dá medo. Tem dias de recolhimento. Tem dias de puro amor. Quem quiser tê-la por perto vai ter que ficar com o pacote completo. Encarar seus dias de fúria, embalar-se nos seus dias de amor e caminhar junto nos dias amenos. Assustaram-se com seus palavrões de desabafo. Esqueceram que ela é de verdade não de mera fachada. Esqueceram que ela prega a verdade, sempre. Quem é sempre bonzinho? Quem não é de verdade. Quem oscila? Os meros mortais que assumem sua vontade de viver tudo e por direito. Por isso, quem é você pra julgar essa menina que cresceu e  sabe bem o quer? Antes de qualquer coisa a mais a ser dita, que fique claro: aprenda a amá-la, não a deixe escapar, ela é pra toda vida e na falta de alguém mais sonhado, ela é real.

Ju Moreira

quarta-feira, 30 de julho de 2014







"Non, je ne regrette rien" (Edith Piaf)

Não me arrependo... Nem das travessuras, nem dos erros, nem das quedas anunciadas, das pequenas tragédias particulares de minha autoria, de nenhum momento... Os momentos bons me trouxeram aqui, os ruins também... Sou a soma da minha história, incluindo os capítulos ruins... E ainda que "hoje" alguns eu reescreveria diferente, no passado aconteceram exatamente como tinham que ser, pois cada um oferta ao mundo o que pode, o que tem... Talvez o segredo não seja a tão esperada maturidade, afinal é certo que essa tal jamais me visitou, continuo criança, travessa, imaturamente feliz, mas o segredo esteja na auto-estima, me amar tanto, e tão incondicionalmente, que me perdoo, e sou capaz de rir dos meus erros, perceber o que me faz bem, evitar o que me faz mal, fazer escolhas mais sábias, encarar a vida com a leveza d’alma, sem me levar tão a sério, sem levar nada tão a sério...
( Janaína Cavallin)

domingo, 29 de junho de 2014






Conheço pessoas que se acham melhores e superiores. Outras, que passaram anos em cama de hospital e não perderam a fé na vida e revisaram seus conceitos. Há aqueles que não atam nem desatam, esperando providência divina. Eu sou do grupo dos quietos. Que observam, que admiram aqueles que tiveram força para suportar uma doença ou uma fatalidade emocional, que quer aprender com exemplos positivos, que se resigna quando sabe que não pode ser além do que o chapéu alcança por questões de maturidade. Posso ser lenta, parecer preguiçosa, com ares de desinteresse. Mas, acredite: tenho fome de vida. A diferença está na forma com que olho para as coisas. Meu olhar me ensina, é o livro que abro diariamente para aprender com a vida.
Aryane Silva







'Insight é quando o coração entende o que a cabeça já sabia, é quando a cabeça compreende o que o coração intuía. É o click, é a peça que faltava, é ficha caindo, é tela pintada. É círculo que se fecha, véu que rasga, algemas que se rompem. Insight é fim, é começo, é sentar ao pé da estrada e ver o que jamais foi escondido, é lupa, visão, clareza, fio de relâmpago, luz inesperada, é choque é espanto sem hora marcada. É fim de ruídos, momento, mudança, escolha e possibilidade de por fim a lógica da reprodução. É dor e alívio de aterradora beleza, é o tempo, o momento, a mudança profunda, não planejada. Insight é a chave da verdadeira transformação.'
Andréa Beheregaray

sábado, 28 de junho de 2014





Supor resolvido aquilo que jogamos para baixo do tapete ou trancamos em algum quarto distante da memória é o tipo de autoengano que a consciência comete e que, cedo ou tarde, o sintoma manda a conta. Rege a lei do inconsciente que tudo que evitamos faz compromisso com a dor e escapa por outras fendas, ruído permanente, eis o retorno do recalcado. 

Tudo o que fica pendente faz nó na linha da vida e dique nas emoções. Sem fluxo de energia a vida seca, adoece, vira angustia e depressão. Emoções fraturadas, traumas, marcas, culpas adoecem a alma. Colocar reticências onde deveríamos colocar pontos finais prolonga sofrimentos desnecessários. Algumas situações precisam ser enfrentadas e resolvidas para que possamos seguir em frente mais leves e inteiros. 

Andréa Beheregaray.