"As vezes falta rumo e sobra perna, o jeito é andar".

sábado, 9 de maio de 2015





Minha mãe foi a primeira música que tocou no meu rádio. A primeira paisagem. A primeira pessoa que me falou sobre milagres e, sem palavra alguma, me contou sobre Deus. Uma história de amor. Tanto faz se, às vezes, desconcertado. Tanto faz se, às vezes, atrapalhado pela mistura das coisas que são dela e das coisas que são minhas. Tanto faz se aprendendo a amar junto comigo nesses bancos da escola. Tem vez que a gente demora para resolver alguns exercícios mais complicados, mas a amizade que nos liga e construímos, página a página, sempre nos orienta na busca das respostas. Minha mãe é maciez pra minha alma quando a vida se faz áspera e quando não. Um lugar de conforto, onde eu posso ser. Amor, quando as minhas folhas caem e quando floresço. A mesa sempre posta, até quando sinto fome apenas de lembrar quem sou.

Estou convencida de que ninguém me conhece melhor do que ela. Sente a emoção da vez, antes da minha voz. Sente quando omito alguma coisa, por mais sofisticados que sejam os meus disfarces. Sente a atmosfera da minhas palavras, antes que eu consiga ou resolva dizê-las. Conhece mais variações de sorrisos, silêncios e olhares meus e suas respectivas mensagens do que suponho mostrar. Ela não me conhece assim porque é versada em psicologia. Minha mãe é versada em mim, desde quando eu ainda nem era eu direito.(Ana Jácomo)

assim foi,e continuará sendo ... sei que me protege e guarda, de onde ela descansa na luz e paz 
eu  vou  te amar , enquanto eu respirar




sábado, 25 de abril de 2015






Tenho mais silêncios do que segredos. Sou apenas uma resposta atrasada de alguém, a canção inapropriada da madrugada, o livro mais demorado de alguma estante. Sobre mim apenas o distante, o toque que não alcança, a muralha que divide. Ontem eu fui uma menina que fui roubada de sonhos, uma mulher que amadureceu das precipitações sobrepostas. Nem sempre a vida é justa, nem sempre nos devolve as respostas e passamos sendo apenas interrogações. Não tenho conversas interessantes, antes sou um poço de irrelevantes poemas. Tracei um caminho, mas caminhei por um desvio, sempre a própria beira. Não ofereço nada, do pó que vim, morrerei voando em poeira. O que deixarei saber sobre mim é que de alguma forma tenha amado a vida ou alguém, sem detalhes além. Uma mulher não diz quem escolheu para amar. Ela vive um amor a dois, a sós.


segunda-feira, 16 de março de 2015





Que tolerem o que há de mais belo em mim: minha singularidade. O instrumento único que sou e que dá sonoridade à orquestra;
Que respeitem minha alegria camaleônica, meu humor de fases;
Que minha aparência não seja motivo de discórdia, que aceitem meu cabelo oscilante de acordo com a previsão do tempo e as fases da lua;
Que eu não seja exorcizada toda vez que infringir regras sem sentido ou transgredir modelos pré-fabricados;
Que eu possa silenciar de vez em quando e perder o juízo invariavelmente...
Acima de tudo peço que não me idealize, pois terei que ser perfeita para você e o medo de te decepcionar me afastará de mim...
_ Fabíola Simões

domingo, 8 de março de 2015

Beleza além do corpo - Homenagem a todas as mulheres do mundo







Minha homenagem as mulheres, 
a grande maioria que conheço são guerreiras,
de força tamanha...
Cada uma com sua peculiar beleza...

**Não sou o que me  falta
sou alegria, poesia, 
sou uma "Mulher" **

quinta-feira, 5 de março de 2015







A minha alma já sentiu o mundo caindo algumas vezes, e no dia seguinte, eu havia sobrevivido mais uma vez. E lá estava eu, teimosa, carregando um sorriso no rosto, e brigando com o destino, como quem diz: não desisto nunca!

Não que eu não pense em desistir, na verdade, essa ideia já atravessou minha vontade inúmeras vezes, mostrando o peso do cansaço que a luta traz consigo, mas a determinação sempre ganha, e eu continuo, não fujo a batalha. Dou a cara para vida, ela bate e eu revido, me mostro, arrisco, me jogo, não dou atenção para o medo, e vou vivendo um dia de cada vez, reconstruindo os pedaços danificados no caminho, sem pressa, meu tempo não respeita o relógio. 
E o fim do mundo? Foram tantas perdas e recomeços na estrada, que me tornei perita em reconstruir, se o mundo acabar, eu invento um mundo novo, de novo...
e sempre!

Janaina Cavallin

domingo, 1 de março de 2015



Que nada , nem ninguém me detenha,
que eu não perca a vontade de continuar,
mesmo quando aquela apatia, tentar me derrubar,
Que esta inquietação seja passageira, somente  transição para o novo  ciclo,
que este nó apertando o meu peito, se desfaça ...

 Deus, em sua infinita bondade, permita que os meus olhos foque nos sinais 
que eu saiba decifrar a mensagem, o fato, a cada vez que minha intuição acenar algo,
Deus, insisto... clareia a  minha mente,
que eu enxergue/perceba e entenda  toda vez que a minha  intuição sinalizar...
Me faça atenta... que eu faça o melhor com este  dom...
que venha o melhor de novo... e sempre!
Me proteja de todos os males, me guarde, me abençoe  Amém!

Que venha o novo!

Escutai minha prece...

* Sô *
^ _ ^



domingo, 22 de fevereiro de 2015





Tenho a impressão que o tempo é um tanto partidário, os dias bons passam tão rápido, as horas apressadas correm acelerando a alegria. Já nos dias ruins, as horas são mais lentas, as lições mais demoradas. 
Eu não posso dizer que me acostumei com os dias ruins, no máximo os aceito, sem jamais deixar de investir em tentativas esperançosas, para que eles ocorram com menor frequência. E mesmo aceitando, muitas vezes, nesses momentos que o caminho parece cinza, o choro fala por mim. Não acho vergonha nenhuma, vez ou outra, deixar o choro tomar minha voz. Chorar lava a alma, e é uma linguagem que se quer precisa de coesão de ideias. A gente chora e ponto. As lágrimas dispensam eloquência, só rasgam os sentimentos e estes, perdidos e intensos, transbordam na face. É um jeito do Universo provar, sem dúvidas, no nosso próprio corpo, quanta humanidade cabe dentro de nós. Ninguém é uma fortaleza concreta: somos feitos de sentimentos, amores, dores, desejos, algumas utopias, saudades, risos, sofrimentos, lágrimas, carne, escolhas e ideias. Ninguém é forte o tempo todo. Eu não sou.
Dias bons: que eles não me passem apressadamente despercebidos. Dias ruis: não me permitir esquecer que eles também terminam...
Em frente e enfrente!
Janaina Cavallin

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Que venha o novo...





Por todas as histórias findas, antes de ser tornarem lindas, gratidão. Por tudo o que foi desfeito, pela falta de calor e jeito, gratidão. Por não ter o que eu queria, estar próximos apenas pela geografia, gratidão. Por ter dado certo por pouco tempo, contrariando a vontade do momento, gratidão. Por todo o amor genérico e sentimentos falsificados, gratidão. Por tanto ter sido tão pouco, apenas cinzas e o potencial do fogo, gratidão. Por todo afeto inútil, e lixo emocional, gratidão. Pelas histórias tão breves, predispostas a causar feridas, gratidão. Por todos os parcos amores não terem ficado em minha vida, gratidão. 
Pois meu coração estava livre e vazio pra você chegar doce e macio se instalando em cada vão.
Gratidão.

Marla de Queiroz

domingo, 7 de dezembro de 2014





Por favor, não me fales do teu passado. Não quero saber quem foste ou aquilo que fizeste. Não desejo saber com quem dormiste ou amaste. Não preciso saber quem te fez sofrer ou desrespeitou. Por favor, não me fales dos teus erros ou de quem quase morreu pelo teu amor. Não quero saber quais as palavras que não disseste por medo, nem tão-pouco as que pronunciaste por raiva. Não necessito que me digas ou fales dos presentes que te deram ou daquelas que te fazem lembrar lugares ou pessoas. Na verdade, não quero saber nada de ti, mas apenas conhecer-te comigo. 
Na verdade, desejo simplesmente que me contes o que significa tudo para ti, mas sem me dizeres a razão de nada. Por favor, não tragas quem foste, mas apenas quem és. Quero que te cries, libertes, ames, rias, exponhas e sejas comigo quem há muito desejas tanto ser, porque só assim vou conseguir falar-te também eu de quem estou a ser e não de quem fui ou daquilo que fiz.
- José Micard Teixeira

domingo, 23 de novembro de 2014






Nunca fui da tribo das quietas, das ponderadas. Sou intensa demais para ser amena. Tenho uma sede de vida que me faz sentir tudo por todos os poros, exageradamente, imersa inteira em todas as paixões. Nasci com a alma agitada, faminta, indiscreta. Uma inquietude que as vezes desconcerta quem cruza meu caminho. Mas apesar das minhas tempestades, no fundo da alma, há uma ternura quase infantil, uma inocência teimosa que persiste em existir, uma ingenuidade de acreditar no bem, de me jogar na vida com a fé de que ela será boa, uma calmaria no caos, uma espaço para florir esperança...
Janaina Cavallin