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"As vezes falta rumo e sobra perna, o jeito é andar".

quarta-feira, 26 de outubro de 2011







Ela saiu por aí, pelos labirintos do mundo, sem sonhos e sem direção. Deixou as ilusões no armário do antigo endereço e foi. Vestia uma armadura e carregava um escudo na mão direita para se esquivar das flechadas de qualquer cupido travesso que cruzasse seu caminho. Seguia com passos firmes e sem olhar para trás. Acreditava estar protegida contra o amor. Pobre moça! Mal sabia ela que o amor quando quer invade tudo, aço, tórax, coração... se espalha pelas veias feito sangue e ama teimoso dentro da gente.
(Karla Thayse)

Um comentário:

literaturaemcontagotas disse...

É assim mesmo! O amor quando é pra valer é inexorável! Beijos! Ká